Na manhã desta segunda-feira, 19 de junho, o emblemático Museu do Louvre, em Paris, ficou fechado devido a um bloqueio realizado por manifestantes e estudantes da Escola do Louvre. A ação busca não apenas apoiar o movimento estudantil, mas também denunciar a repressão policial que tem sido uma constante nas últimas semanas na França.
Com um comunicado nas redes sociais, a direção do museu informou aos turistas que, em razão do protesto, a abertura que estava marcada para as 9h (horário local) não ocorreu. Os estudantes, ao se manifestarem, destacaram a importância de lutar por direitos fundamentais, como o acesso à educação e condições dignas de vida, afirmando com orgulho que “bloqueamos o maior museu do mundo”.
O dia escolhido para a manifestação coincide com o primeiro aniversário de um roubo de joias que afetou gravemente a reputação do museu, acentuando a crise institucional. A Escola do Louvre, que integra o complexo do museu, é reconhecida por oferecer cursos de alto nível em áreas como História da Arte e Museologia, o que torna a reivindicação dos alunos ainda mais significativa.
Esse protesto se insere em um contexto mais amplo de agitação social na França, onde os estudantes têm se mobilizado contra diversas questões, incluindo a repressão policial. Somente no último sábado, 17 de junho, uma manifestação resultou em distúrbios massivos, com quase 2.400 pessoas detidas e um número alarmante de saques e danos a propriedades públicas, segundo relatos das autoridades.
Enquanto o governo francês se vê pressionado a lidar com a crescente onda de protestos, o presidente Emmanuel Macron declarou que não há justificativa para a violência desenfreada que tem marcado esses atos sociais. O que se observa, no entanto, é um descontentamento profundo entre os cidadãos, especialmente os mais jovens, que clamam por mudanças significativas em suas condições de vida.



